Amália: comunista quando convinha, fascista quando não

Source: publico.pt

TL;DR

The story at a glance

O artigo do Público, assinado por Nuno Pacheco e publicado a 17 de julho de 2020, apresenta o livro Amália — Ditadura e Revolução, de Miguel Carvalho, que explora as relações ambíguas de Amália Rodrigues com o regime salazarista e a oposição. Envolve figuras como o jornalista Miguel Carvalho, Amália Rodrigues, Salazar e elementos do PCP (Partido Comunista Português). Surge no contexto do centenário do nascimento de Amália em 2020, reavaliando a sua imagem controversa pós-25 de Abril.[[1]](https://www.publico.pt/2020/07/17/culturaipsilon/noticia/amalia-rodrigues-convinha-comunista-nao-convinha-fascista-1924388)[[2]](https://sapo.pt/artigo/livro-amalia-ditadura-e-revolucao-a-historia-secreta-vai-ser-publicado-em-junho-6b25-68aca42b1b42150e60efbb6a)

Key points

Details and context

O artigo começa com a história pessoal de Miguel Carvalho, inspirada no disco Fado Bailado de Rão Kyao em 1983, que o levou a investigar Amália apesar do ambiente familiar anti-Amália por associações ao regime.

Carvalho descreve Amália como "dual e indomável": próxima do poder (carta e poema a Salazar) mas solidária com a oposição, ajudando financeiramente via cabeleireiro comunista Manuel Augusto Brito e outros intermediários.

A investigação revela vigilância da polícia política e apoios antifascistas, contrastando com acusações pós-revolução de ser "cantora do regime". O livro, publicado pela Dom Quixote (LeYa), assinala o centenário de Amália (1920-1999).[[1]](https://www.publico.pt/2020/07/17/culturaipsilon/noticia/amalia-rodrigues-convinha-comunista-nao-convinha-fascista-1924388)[[2]](https://sapo.pt/artigo/livro-amalia-ditadura-e-revolucao-a-historia-secreta-vai-ser-publicado-em-junho-6b25-68aca42b1b42150e60efbb6a)

Key quotes

“Quando convinha, eu era comunista, quando não convinha eu era fascista.” — Amália Rodrigues, citada no título e no livro de Miguel Carvalho.[[1]](https://www.publico.pt/2020/07/17/culturaipsilon/noticia/amalia-rodrigues-convinha-comunista-nao-convinha-fascista-1924388)

Why it matters

Revela nuances na vida de Amália durante o Estado Novo, desafiando visões simplistas de colaboração ou resistência. Para fãs e historiadores, mostra solidariedade concreta com opositores apesar de gestos públicos pró-regime. A acompanhar novas publicações ou arquivos sobre o centenário e o legado político do fado.

FAQ

Q: Que gestos pró-regime fez Amália Rodrigues?

A: Enviou uma carta elogiosa a Salazar dias antes da inauguração da Ponte 25 de Abril em 1966, derretendo-se em orgulho pátrio, e escreveu-lhe um poema quando o ditador estava doente. Estes foram revelados pelo livro de Miguel Carvalho a partir de arquivos oficiais.[[2]](https://sapo.pt/artigo/livro-amalia-ditadura-e-revolucao-a-historia-secreta-vai-ser-publicado-em-junho-6b25-68aca42b1b42150e60efbb6a)

Q: Como Amália ajudou a oposição ao Salazarismo?

A: Deu muito dinheiro a presos políticos e grevistas, via intermediários como o cabeleireiro Manuel Augusto Brito, sabendo que chegava ao PCP. Cantou também poetas opositores do regime.[[1]](https://www.publico.pt/2020/07/17/culturaipsilon/noticia/amalia-rodrigues-convinha-comunista-nao-convinha-fascista-1924388)

Q: Por que o livro de Miguel Carvalho foi escrito?

A: Inspirado no disco Fado Bailado de Rão Kyao e declarações de José Saramago sobre ajudas secretas de Amália; resulta de 20 anos de investigação em arquivos da PIDE e Salazar.[[1]](https://www.publico.pt/2020/07/17/culturaipsilon/noticia/amalia-rodrigues-convinha-comunista-nao-convinha-fascista-1924388)

Q: Qual o contexto da vigilância a Amália pela PIDE?

A: Listada em relatório de 1939 sobre "Organização Comunista no Fado" e pedido de bilhete de identidade vigiado em 1957; livro usa estes documentos financiados pela Gulbenkian.[[2]](https://sapo.pt/artigo/livro-amalia-ditadura-e-revolucao-a-historia-secreta-vai-ser-publicado-em-junho-6b25-68aca42b1b42150e60efbb6a)