PL apoia PEC 6x1 com regime flexível e compensação

Source: www1.folha.uol.com.br

TL;DR

The story at a glance

O PL, principal partido de oposição, sinalizou apoio à PEC que acaba com a escala 6x1, bandeira eleitoral de Lula, após votar a favor de sua admissibilidade na CCJ da Câmara em 22 de abril de 2026. O líder Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) defende contrapartidas como novo regime de contratação flexível, transição gradual e compensação a empresas. A matéria avança agora para comissão especial, prevista para maio, em ano eleitoral com alta popularidade da proposta.

Key points

Details and context

A PEC em tramitação apensa textos de Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que propõem redução para 36 horas semanais e fim da escala 6x1; governo defende 40 horas como meio-termo, sem fixar escalas rigidamente e deixando para negociações coletivas.

PL busca unificar sua PEC de regime flexível com a principal, mas colide com base de Lula, que rejeita custos ao Tesouro ou cortes salariais. Sóstenes alerta para risco de desemprego sem contrapartidas e diz que partido está "do lado dos trabalhadores".

Estratégia do PL evita munição ao PT em pauta popular, enquanto prepara ataques na eleição por suposta rigidez trabalhista do governo.

Key quotes

"Entendo que não tem problema a gente votar a admissibilidade, até porque temos que debater o mérito e fazer as modificações porque o texto da PEC é horrível. Então nós vamos tentar incorporar na comissão especial o pagamento por hora e também escalonar a redução de 44 para 40 horas semanais em anos vindouros, além de uma compensação do governo às empresas. São três coisas que nós vamos tentar alterar", afirmou Sóstenes Cavalcante à Folha.[[1]](https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/pl-deve-apoiar-pec-6x1-mas-quer-novo-regime-de-contratacao-e-compensacao.shtml?=social)

"O líder afirmou que é preciso mudar o regime 6x1, mas 'com responsabilidade'."

Why it matters

A PEC altera regras trabalhistas usadas em comércio e serviços, afetando milhões de empregos em ano eleitoral com forte apoio popular. Para empresas, contrapartidas do PL podem mitigar custos e desemprego; para trabalhadores, governo promete manutenção salarial, mas oposição vê risco de rigidez excessiva. Próximos passos incluem comissão especial e votação em maio, com chance de acordo incerto entre governo e oposição.

What changed

Antes, PEC 6x1 aguardava votação na CCJ; agora, relatório foi aprovado em 22 de abril de 2026, abrindo caminho para comissão especial e plenário em maio.

FAQ

Q: O que o PL quer como contrapartida pelo apoio à PEC 6x1?

A: Criação de regime flexível fora da CLT com pagamento proporcional por hora, transição de quatro anos para reduzir de 44 para 40 horas semanais e compensação do governo às empresas afetadas. Líder Sóstenes Cavalcante planeja inserir isso na comissão especial.

Q: Por que o PL evita votar contra o fim da escala 6x1?

A: Pesquisa Datafolha de março mostra 71% de apoio popular à proposta, bandeira de Lula; oposição teme críticas do PT contra o partido e Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral.

Q: Qual a posição do governo sobre as demandas do PL?

A: O governo opõe-se a compensações financeiras às empresas e redução salarial, preferindo transição curta sem custos ao Tesouro, conforme ministros da Fazenda e Trabalho.

Q: Quando a PEC 6x1 avança após a CCJ?

A: Comissão especial deve ser criada nos próximos dias para debater mérito, com previsão de votação no plenário em maio, segundo Hugo Motta.