Cinebiografia de Michael é musical, mas desonesta
Source: estadao.com.br
TL;DR
- Crítica ao filme Michael: Resenha elogia aspectos musicais da cinebiografia de Michael Jackson, mas critica sua falta de honestidade ao evitar acusações graves.
- Orçamento de US$ 155-170 milhões: Produção gastou US$ 15 milhões extras em refilmagens para mudar o final de acusações de pedofilia para glória na turnê de Bad.
- Foco em abusos paternais: Filme destaca surras e controle de Joe Jackson, mas minimiza papéis de mentores como Quincy Jones e ignora polêmicas adultas.
The story at a glance
A resenha de Sérgio Martins no Estadão analisa o filme Michael, dirigido por Antoine Fuqua, que cobre da infância abusiva à emancipação de Michael Jackson do pai Joe. O texto destaca cenas musicais brilhantes, como recriações de Billie Jean e Thriller, mas acusa a produção de desonestidade por cortar menções a acusações de pedofilia. A crítica surge às vésperas da estreia nos cinemas brasileiros em 23 de abril de 2026.
Key points
- Filme abre com ensaio forçado nos anos 1960 e fecha com adeus aos irmãos na turnê Victory de 1984, mostrando Michael (Jaafar Jackson) confrontando Joe (Colman Domingo).
- Orçamento total entre US$ 155 milhões e US$ 170 milhões, com US$ 15 milhões em refilmagens para evitar final com polícia em Neverland e focar em Bad (1987).
- Abusos físicos e psicológicos de Joe são o fio condutor; Michael busca aprovação em Berry Gordy, Quincy Jones, John Branca e Bill Bray.
- Cenas musicais incluem moonwalk na Motown 1983, coreografia de Beat It com gangues de LA e sugestões criativas em Thriller.
- Figuras como Diana Ross e Janet Jackson são subrepresentadas; Branca, produtor do filme, tem destaque excessivo.
- Thriller vendeu cerca de 70 milhões de cópias; Michael tem 64,8 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
Details and context
O filme usa Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, no papel adulto, com semelhança impressionante, e Juliano Valdi na infância. Roteiro de John Logan (Gladiador) enfatiza trauma paternal levando a Off the Wall (1979) e independência, mas reduz mentores chave a coadjuvantes.
Produção atribulada reflete vida de Michael: mudança de final ignora "momentos imperdoáveis" da trajetória adulta. Compara a Bohemian Rhapsody, que faturou US$ 900 milhões apesar de imprecisões.
Lançamento se alinha a shows como Michael Jackson ONE (Cirque du Soleil, desde 2013) e MJ The Musical (Broadway, desde 2021, 4 Tonys).
Key quotes
"‘Michael’ é um deleite musical, porém uma cinebiografia desonesta." – Sérgio Martins, no título e conclusão da resenha.
Why it matters
Cinebiografias como essa moldam legado de ícones pop, priorizando espetáculo sobre controvérsias reais como abusos e acusações. Para fãs e espectadores, significa um filme visualmente impactante em IMAX, mas parcial que foca infância traumática e glória musical. Acompanhe reações pós-estreia em 23 de abril e possíveis debates sobre veracidade em futuras biografias.
FAQ
Q: Por que o filme Michael mudou seu final?
A: Inicialmente terminaria com polícia em Neverland por acusações de pedofilia, mas refilmagens de US$ 15 milhões alteraram para glória na turnê de Bad, evitando infâmia.
Q: Quais abusos o filme mostra?
A: Destaca surras físicas e assédio moral de Joe Jackson desde infância, levando Michael a evitar confrontos e buscar figuras paternas como Quincy Jones e Berry Gordy.
Q: Quais cenas musicais são elogiadas?
A: Recriações de I Wanna Be Startin’ Somethin’, moonwalk em Billie Jean na Motown 1983, coreografia de Beat It e sugestões em Thriller, recomendadas em IMAX.
Q: Quem interpreta Michael Jackson?
A: Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, no adulto com desenvoltura assustadora; Juliano Valdi na infância e breve aparição na plateia da Motown.