Bar na Lapa viraliza após multa por placa anti-EUA e Israel
Source: www1.folha.uol.com.br
TL;DR
- Bar na Lapa, Rio, multado em R$ 9.520 por placa rejeitando americanos e israelenses.
- Seguidores no Instagram saltaram de 2 mil para mais de 12 mil em dois dias.
- Campanha arrecada R$ 35 mil para multa, advogados e eventos sobre Palestina e direitos humanos.
The story at a glance
O Partisan Bar, na Lapa, Rio de Janeiro, foi multado pela Prefeitura por uma placa política contra cidadãos dos EUA e Israel, o que viralizou nas redes. O estabelecimento lançou vaquinha para cobrir a multa e despesas, enquanto comentários dividem apoio e críticas. O caso ganhou tração após denúncia de um vereador e é reportado agora por mostrar polarização sobre o conflito no Oriente Médio.
Key points
- Multa de R$ 9.520 aplicada em 4 de abril pela Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor, por mensagem considerada discriminatória pelo Código de Defesa do Consumidor.[[1]](https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/04/bar-no-rj-sextuplica-seguidores-apos-placa-contra-americanos-e-israelenses-e-pede-r-35-mil-para-multa.shtml)
- Perfil @partisandalapa cresceu de cerca de 2.000 seguidores no sábado para mais de 12.000 na segunda-feira (6), após postar foto da placa no feriado de Páscoa.
- Vaquinha busca R$ 35 mil para pagar multa, custas jurídicas; sobras vão para eventos sobre Oriente Médio, Palestina, Líbano, diáspora árabe e direitos humanos.
- Fiscalização veio de denúncia do vereador Pedro Duarte (PSD), que chamou o ato de xenofobia; bar pode perder alvará e enfrenta enquadramento por atividade irregular.
- Bar, aberto em 2023, se define como centro cultural político alinhado a causas sociais e diz que placa era simbólica, sem barrar clientes na prática.
Details and context
- Placa exposta durante Páscoa viralizou, dividindo opiniões: uns criticam hipocrisia por vender marcas americanas como Budweiser e Coca-Cola; outros apoiam como protesto legítimo contra "massacres e genocídio" no Oriente Médio.
- Responsáveis do Partisan afirmam caráter político da ação, sem restrições reais de atendimento, e destacam foco em debates sobre direitos humanos.
- Caso reflete tensões globais do conflito Israel-Palestina, com estabelecimentos brasileiros adotando posições públicas que colidem com leis antidiscriminação.
- Prefeitura pode avançar para cassação de alvará, ampliando risco ao negócio.
Key quotes
"Nem americanos nem israelenses são bem-vindos aqui." — Texto da placa, segundo o bar e a reportagem.[[1]](https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/04/bar-no-rj-sextuplica-seguidores-apos-placa-contra-americanos-e-israelenses-e-pede-r-35-mil-para-multa.shtml)
"Toda solidariedade ao Partisan. [...] Protestar contra a normalização da barbárie é legítimo." — Comentário de usuário nas redes.[[1]](https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/04/bar-no-rj-sextuplica-seguidores-apos-placa-contra-americanos-e-israelenses-e-pede-r-35-mil-para-multa.shtml)
Why it matters
O caso destaca limites entre liberdade de expressão política e leis contra discriminação em espaços comerciais no Brasil. Donos de bares e restaurantes enfrentam risco de multas altas e perda de licenças ao tomar posições sobre conflitos internacionais. Acompanhe o andamento da vaquinha, recursos judiciais e possível cassação do alvará da Prefeitura do Rio.