Latache desafia Ternium por vagas no conselho da Usiminas
Source: oglobo.globo.com
TL;DR
- Latache Revelada: Gestora de Renato Azevedo, por trás do fundo Vera Cruz, comprou 5,13% da Usiminas e indica conselheiros contra a Ternium.
- Assembleia Amanhã: Latache costura apoio de família Batista (JBS), Kapitalo e Lírio Parisotto para influenciar gestão na assembleia de 23/04/2026.
- Disputa Minoritária: Aquisição veio da CSN de Steinbruch, sob investigação da CVM ligada à operação Carbono Oculto.
The story at a glance
A gestora Latache, de Renato Azevedo, é revelada como dona do fundo misterioso Vera Cruz que adquiriu 5,13% da Usiminas no ano passado. Ela busca desafiar o controle da Ternium, ítalo-argentina, costurando apoio de minoritários como família Batista da JBS, Kapitalo e Lírio Parisotto para indicar conselheiros na assembleia de amanhã. Isso é reportado agora às vésperas da assembleia, após venda da fatia pela CSN de Benjamin Steinbruch por ordem do Cade.
Key points
- Latache comprou a participação de 5,13% via fundo Vera Cruz, antes administrado pela Reag, agora sob processo sancionador da CVM após operação Carbono Oculto.
- Estratégia inclui indicação de conselheiros para "chacoalhar" a gestão da Usiminas, controlada pela Ternium.
- Apoio negociado com família Batista (JBS), que também comprou fatia da CSN no ano passado, além de Kapitalo e Lírio Parisotto.
- CSN de Benjamin Steinbruch vendeu por decisão do Cade, após anos de batalha com Ternium; Steinbruch buscou compradores resistentes.
- Identidade da Latache foi mantida em sigilo até véspera da assembleia para efeito surpresa.
Details and context
A Latache é conhecida como acionista de empresas como Oncoclínicas. O fundo Vera Cruz adquiriu a fatia semanas antes da Reag virar alvo da Carbono Oculto, que expôs uso de fundos pelo crime organizado — fato que atraiu escrutínio da CVM.
A venda pela CSN encerrou disputa antiga com Ternium, forçada pelo Cade. Steinbruch, segundo fonte próxima, queria compradores que "aguentassem a briga com os argentinos".
Outros minoritários como JBS entraram recentemente, criando chance de coalizão contra o controle da Ternium, que domina a siderúrgica mineira.
Key quotes
— O Benjamin (Steinbruch), quando vendeu, queria gente que aguentasse a briga com os argentinos (Ternium) — disse à coluna uma pessoa que acompanhou o movimento.
Why it matters
A disputa pode alterar a composição do conselho da Usiminas, afetando decisões estratégicas em uma das maiores siderúrgicas do Brasil. Para investidores minoritários e gestores como Latache e JBS, significa chance de mais influência sobre gestão e resultados. A acompanhar o resultado da assembleia de amanhã e eventuais avanços no processo da CVM, que pode complicar a posição da Latache.
FAQ
Q: Quem é a Latache e qual sua participação na Usiminas?
A: Latache é gestora de Renato Azevedo, acionista de Oncoclínicas, e está por trás do fundo Vera Cruz com 5,13% da Usiminas, comprado no ano passado da CSN.
Q: Por que o fundo Vera Cruz está sob investigação da CVM?
A: A compra ocorreu semanas antes da Reag, ex-administradora do fundo, virar alvo da operação Carbono Oculto, que revelou uso de fundos pelo crime organizado.
Q: Quais acionistas a Latache busca para apoio?
A: Família Batista da JBS, gestora Kapitalo e investidor Lírio Parisotto, todos minoritários que compraram fatias recentemente da CSN.
Q: Quando ocorre a assembleia mencionada?
A: A assembleia da Usiminas para eleição de conselheiros acontece amanhã, 23/04/2026.
[[1]](https://oglobo.globo.com/google/amp/blogs/capital/post/2026/04/a-dona-do-fundo-misterioso-que-comprou-fatia-da-usiminas-batalha-com-a-ternium.ghtml)