Senado aprova fim de amargo e meio-amargo no chocolate
Source: www1.folha.uol.com.br
TL;DR
- Senado aprovou projeto de lei que define percentuais mínimos de cacau em chocolates e extingue categorias "amargo" e "meio amargo".
- Produtos com pelo menos 35% de sólidos totais de cacau serão rotulados só como "chocolate", com no máximo 5% de gorduras vegetais.
- Indústria critica mudanças por forçar nova adaptação de rótulos logo após tabela nutricional; texto vai à sanção de Lula.
The story at a glance
O Senado aprovou em votação simbólica, nesta quarta-feira (15), projeto de lei que altera regras para produção de chocolates, acabando com as denominações "amargo" e "meio amargo". O texto, originário do Senado e modificado na Câmara, segue para sanção presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. Relator foi o senador Angelo Coronel (Republicanos-BA), e associações da indústria como Abia, Abicab e Aipc manifestaram oposição.
Key points
- Fim das categorias "chocolate amargo" e "meio amargo": produtos com 35% ou mais de sólidos totais de cacau serão só "chocolate", sem qualificativo, e limitados a 5% de gorduras vegetais.
- Chocolate ao leite mantém mínimo de 25% de sólidos de cacau e ganha 14% de sólidos totais de leite ou derivados.
- Novo tipo "chocolate doce": 25% de sólidos totais de cacau, com pelo menos 18% de manteiga de cacau e 12% de sólidos isentos de gordura.
- Regra atual da Anvisa: 25% de sólidos de cacau para todos os chocolates (exceto branco, com 20% de manteiga de cacau).
- Rotulagem do percentual de cacau flexibilizada, a ser definida pelo Executivo; prazo de 1 ano para entrada em vigor após sanção.
Details and context
- Projeto cria nomenclaturas mais padronizadas para evitar produtos de baixa qualidade rotulados como "meio amargo fake", mas indústria argumenta que as mudanças destoam da regulação da Anvisa e exigem adaptação rápida de embalagens após tabela nutricional de 2020.
- Texto passou pelo Senado em 2025, Câmara em março de 2026 com alterações (como fim das categorias amargo), retornando ao Senado para aprovação final simbólica.
- Associações Abia, Abicab e Aipc emitiram nota conjunta criticando a obrigatoriedade inicial de informar percentual de cacau nos rótulos.
Key quotes
Nenhuma citação direta forte disponível além da nota das associações: "o setor acabou de passar por um extenso processo de adaptação de embalagens, para apresentar ao consumidor mudanças na tabela nutricional" (Abia, Abicab e Aipc).[[1]](https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/senado-aprova-novo-percentual-minimo-de-cacau-para-chocolate-e-acaba-com-amargo-e-meio-amargo.shtml?=social)[[2]](https://www1.folha.uol.com.br/amp/mercado/2026/04/senado-aprova-novo-percentual-minimo-de-cacau-para-chocolate-e-acaba-com-amargo-e-meio-amargo.shtml)
Why it matters
As mudanças padronizam qualidade de chocolates no Brasil, beneficiando produtores de cacau locais e informando melhor consumidores sobre composição real. Consumidores verão menos opções "amargo" nas prateleiras, indústrias precisarão ajustar fórmulas e rótulos em um ano, elevando custos. Acompanhe sanção de Lula e regulamentação executiva, que podem alterar detalhes de rotulagem.